Como escolher uma profissão (diagrama do propósito)

Você já sabe qual carreira deve seguir? Esse artigo pretende ajudar você a fazer uma escolha mais coerente com quem você é! Para isso, vamos dar a você algumas dicas bem legais sobre esta escolha.

  1. Antes de tudo, não considere a escolha de sua carreira uma questão de vida ou morte, por mais estranho que isso possa parecer a você por tudo que costumam nos falar.  Isso porque, de modo geral, a gente acaba mudando de carreira ao longo da vida, mas continua carregando a mesma essência. Coisas acontecem no caminho que nos possibilitam olhar para novas possibilidades – muitas vezes, bem diferentes de qualquer coisa que a gente possa ter imaginado – e isso nos faz seguir por novas carreiras diferentes. É claro que escolher uma carreira para começar é uma decisão importante, mas não fique aflito achando que, se escolher algo que não gostou, tudo foi em vão. Você tem que se testar, experimentar o que curte, e talvez essa seja uma dica mesmo excelente para quem está começando: teste fazendo! Se envolva o máximo possível com tarefas diferentes, com pessoas diferentes, com campos diferentes do saber. E, então, anote o que você gosta mais, o que foi mais legal, o que você fez melhor (sim, anote – se tem dúvida sobre porque anotar, recomendo a leitura deste artigo).
     
     
  2. Não tem problema mudar de profissão, contanto que a gente se veja numa construção. O melhor planejamento de carreira é o que é capaz de aproveitar tudo – ou um pouco de tudo – que passou pela nossa vida. Nenhuma experiência, por pior que seja, merece ser descartada, seja o curso que eu odiei ou o trauma que eu vivi. Como disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena.” Se você souber olhar sob a perspectiva certa, vai notar nuances maravilhosas e ensinamentos incríveis mesmo nas experiências mais terríveis. Certa vez, ainda na faculdade, li um livro chamado “O Efeito Médici”, de Frans Johansson, e ele me abriu a visão sobre isso. Este livro fala de inovação e sobre como misturar carreiras aparentemente absolutamente diferentes pode ser a melhor receita para a inovação. Imagino que as experiências contadas naquele livro sobre misturas de carreira surgiram, justamente, desta compreensão de que tudo pode ser aproveitado. É claro que você não tem que trabalhar em algo que não suporta só porque fez um determinado curso e precisa fazer jus a isso, não é disso que estou falando. Numa situação como essa, por exemplo, a questão seria: se eu pudesse aproveitar algum conhecimento que aprendi neste curso para algo que me importa de verdade, o que eu aproveitaria?
     
     
  3. Trabalhe em algo que você acredita. Parece bonito, mas não é só bonito, é o que funciona. A gente coloca nossa vida em caixinhas, como se houvesse vida profissional, vida pessoal, vida familiar, quando na verdade, só existe VIDA! E a sua vida é preciosa demais para gastar fazendo algo que odeia em busca de uns trocados extras. Gastar cerca de 10 a 12 horas por dia envolvido com um trabalho que você odeia só para conseguir pagar as contas e se divertir nas poucas horas da sua semana que sobram é algo que não faz nenhum sentido. Por isso, não escolha um trabalho só porque “paga bem” ou “está em alta”. Eu me lembro, alguns anos atrás, da correria que foi de uma galera fazendo cursos de Petróleo e Gás por causa da alta demanda profissional da Petrobrás e dos bons salários. Eu me pergunto onde está esse povo todo, na atual conjuntura da estatal – com certeza, trabalhando em qualquer outra coisa, de modo geral. Por isso, não caia nessa. A profissão que hoje não está em alta pode, em alguns anos, vir a estar, e vice-versa. Por isso, escolha trabalhar em algo que você acredita, algo que te desafia e impulsiona a oferecer um trabalho melhor a cada dia.
     
     
  4. Trabalhar no que você ama te exigirá, muitas vezes, fazer o que não ama. Isso muita gente não conta. Geralmente quando alguém diz para fazermos o que amamos ou acreditamos, isso soa para nós como viver feliz, sem pressão e sem trabalho chato 24 horas por dia. Isso é uma grande mentira, e eu vejo muita gente confusa na profissão por causa desse ideal romântico de trabalho. Vamos ser equilibrados, nem romantismo demais nem pragmatismo demais. Pense sobre Walt Disney idealizando seu parque de diversões – que, aliás, só foi concluído após sua morte. Eu imagino que deveria ter muita paixão por trás da ideia do parque, muito amor, empolgação, sonhos. Agora, imagine o que deve ser gerir uma obra daquela magnitude. Eu não acho que Disney a geriu diretamente, mas certamente, de forma indireta, se preocupou com o andamento, com os trabalhadores, com as contas e gastos envolvidos. Isso não é apaixonante nem divertido, pelo contrário: é cansativo e desestimulante. A questão é: se você escolher algo que acredita e ama de verdade, isso te fará suportar esses momentos de tarefas “ruins”. Agora, por outro lado, isso parte principalmente da firmeza da sua escolha. Quando a gente está decidido de verdade, não tem o que nos faça desistir. O homem sem persistência nunca viverá uma grande paixão.
     
     
  5. Nenhuma profissão dá certo sem persistência. Às vezes, a vida vai tentar te jogar para um lugar de reclamação quando você ver o cara filho do ricaço e a filha do dono da empresa tal conseguirem, sem nenhuma qualificação, o que você quer alcançar. Não fique neste lugar. Não entre num vitimismo, criando justificativas para o seu fracasso. É a sua vida que está em jogo! Por mais desgastante que seja, se apegue ao seu objetivo e use seu inconformismo como combustível para que, quando você chegar lá, se esforce para mudar essa mentalidade mesquinha e injusta que privilegia os ricos, tão presente no Brasil.
     
     

Dito isso, vamos ao que interessa! Certa vez, vi na internet um diagrama muito interessante, que pode representar um bom caminho na escolha da carreira. O segredo está em encontrar a interseção que representa o nosso propósito. Fizemos o nosso próprio diagrama, confira:

proposito

Dica: pegue uma folha de papel e escreva:

  1. O que você ama fazer;
  2. O que você faz bem;
  3. O que o mundo precisa (o que você é capaz de entregar que atende a uma necessidade no mundo e nas pessoas);
  4. O que te dá grana (o que você pode fazer que vai te dar retorno financeiro)

A sua tarefa é encontrar o ponto de interseção que una tudo isso numa coisa só. Tente sempre olhar por novas perspectivas, questionar paradigmas do tipo “isso não dá dinheiro”, ou “sou incapaz de fazer isso bem feito”. Ao invés disso se pergunte: de que forma isso pode dar dinheiro? Tem alguém ganhando dinheiro com isso? O que preciso saber/fazer/aprender para fazer isso bem feito?

Se você quiser boas ferramentas para se autoconhecer melhor, você pode, antes de partir para esta lista tarefa baseada no diagrama, realizar três testes que temos aqui no site:

  • O nosso Teste de Temperamentos Dinamente, uma avaliação de temperamentos completa criada pela coach Danielle Lopes que pode dar dicas certeiras sobre sua profissão;
  • O nosso Teste Vocacional, que dá indícios de áreas profissionais que você tem maior preferência;
  • E o Teste de Dominância Cerebral, baseado nas teorias de Ned Herrmann sobre as áreas de dominância cerebral e seus respectivos estilos comportamentais.

Depois que escolher sua carreira, você pode também fazer nosso minicurso gratuito de Planejamento de Carreira! Confira este e outros cursos gratuitos no link Cursos e Ferramentas.

É isso, espero que tenham gostado! Compartilhe com um amigo que precisa!

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